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Mínimo sou, mas quando ao Nada empresto a minha elementar realidade, o Nada é só o Resto. Reinaldo Ferreira

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Dizem que sou como o sol mas com nuvens como na Cornualha

Friday, July 04, 2008

Aprender até morrer

Ultimamente aconteceu algo novo na minha vida.
Comecei a andar de mota. Como pendura.
Aprendi que há roupa própria e um montão de capacetes.

Experimentei uma série de blusões. Estavam todos apertados. Afinal são assim mesmo. Por causa do vento.
- Se o casaco estiver largo enfola com o vento e voamos como os balões. – explicaram-me.
- Ah! O vento, esse tresloucado.

Mesmo assim, experimentei uma série de blusões à procura do ideal. Acabei por achá-lo. Um de couro muito bonito que me dá uns ombros de robot cop. Hoje sei que não fui eu que achei o casaco mas que foi o casaco que me achou a mim. Quando a dona da loja me viu entrar percebeu que eu tinha caído do céu para um casaco que tinha para vender há séculos e que não servia a ninguém.

E agora que sei subir e descer, que sei segurar-me e equilibrar-me, a tirar o capacete e a manter-me penteada, quero mais.
Quero passar do lugar de trás para o da frente.
Arrisco-me a ganhar velocidade para a eternidade.
Eu sei.
Leonoreta

11 Comments:

Blogger Pepe Luigi said...

Amiga Leonoreta,
Isso é que é de dar em motard!

Vamos lá menina Leonoreta
Aprender até morrer
Pegue já na sua motoreta
Não mais andará a correr
Dizer adeus aos da lambreta
É de rir a morrer
Dará um bigode e fará uma careta.

Um beijinho
do Pepe

3:19 AM  
Blogger heretico said...

um blusão que te assenta como a pel... nota-se!

estou tentado a pedir-te boleia...
rsss

1:23 PM  
Blogger São said...

Leonoreta que vai de lambreta, cuidado!!
Boa semana.

7:01 PM  
Blogger APC said...

Tu és especial!...

Ainda o meu blog tinha parcos dias de existência, quando aqui entrei e percebi isso.
Bom... Podes dizer-me que todos nós somos especiais à nossa maneira... É bem verdade. E podes até ficar meio vexada; com uma certa vontade de dizer: - "Mas eu não fiz este ou outro post para me mostrar especial" - mas isso é bem claro, por isso passemos à frente. És especial e não serei a única a achá-lo. E se todos o são num quê, nem a todos nos apetece dizê-lo. Dizêmo-lo quando o sentimos, e sentimo-lo quando achamos em alguém algo que nos surpreenda, que admiremos ou com o que empatizemos sobremaneira, talvez. E é daqui que parto para te dizer o que digo: és especial na forma de escrever, permitindo dar a sentir; na tua sensibilidade humana, que toca; na tua sede de viver, que te permitirá ser sempre nova e renovada...
Por variadíssimas vezes encontrei nos teus textos coisas imensas. Coisas imensas retiradas de (e postas em) coisas aparentemente pequenas, simples ou fugazes.
Vai da imensidão de quem as vive, ver-lhes a imensidão que elas contêm.
Lembro-me de uma edição em que falavas do mestrado que abraçaste; e daquelas - lindas, todas elas - em que nos descreves o dia-a-dia com os meninos; e de tantas mais...
Gostei deste post, podes crer! Não sei se aquilo que vou dizer o justifica em pleno, mas em parte sim:

Inscrevi-me agora num curso de instrutora de cardio-fitness, imagina tu! Eu, que venho sendo aprendiz e ensinante toda a vida, e que bem melhor me dou com salas e gabinetes, livros e computadores, do que com ginásios e exercícios. Não estranhes, por isso, que um dia destes eu comece a escrever sobre cardiologia, osteologia e nutrição. Eu, que também não tenho idade alguma, mas cujo BI (essa coisa bizarra, porque de identidade não tem nada) indica que já não sou tão criançola quanto isso. E - repara nisto - aprendi, também eu, outra língua, outros hábitos, outras regras: há equipamentos, indumentárias e posturas próprias nesse novo mundo que agora descubro. Há responsabilidades e uma ética específica quando se lida com pessoas que se colocam nas nossas mãos para se sentirem melhor de corpo e alma. Há um pequeno-tudo que nos exige aprendizagem e entrega e, principalmente, um espírito aberto e a genuína vontade de aprender e ser melhor.
E isso tudo é, também, um pouquinho especial. Especial, na medida em que assim o sintamos. É isso: especial como tu! E não, isto não é um comentário gratuíto!

:-)

Um abraço, de quem pouco cá vem, mas que sempre daqui retira muito,

APC

7:34 PM  
Blogger A.J.Faria said...

Olá, Leonor!
Cuidado com as curvas!!!
Bom, o importante é gostarmos do que fazemos, e se te sentes feliz assim,porque não?
Bjs

11:19 PM  
Blogger Alguem!?! said...

Uaaa...andar de mota, já nao me lembro da ultima vez que andei mas tenho carta para todas as categorias...só andava quando o meu primo tinha mota mas um dia pretendo comprar uma! :D
Boa sorte e juizo porque porque essas maquinas sao perigosas :)

4:16 PM  
Blogger leonor costa said...

Olá, Leonor!
Nunca andei de mota e se andasse só poderia ser como pendura, mas duvido... sou medricas!
Obrigada pela visita e pelo comentário. Parabéns pelo livro que está para saír. Gostava de saber o nome da editora, pois uma das minhas ambições é publicar as minhas poesias.
Beijinhos!

9:15 PM  
Blogger viajante said...

Dois rapazes, cada um com sua moto, mais uma nora com outra....
Já me convidaram, mas não. O que me assusta não é o vento mas a inclinaçao para um e outro lado.Talvez um dia...

9:51 PM  
Blogger Vanda said...

Se a Leonor ia formosa e segura, descalça pela verdura, a Leonoreta so poderá ir feliz e bem ajustada, sentada na sua lambreta ;)

Eu sei que é mota, ms foi só para rimar :)


Feliz por ti e pelo blusão que or fm conheceu as alegrias do asfalto sob rodas!


Bom fim de semana e beijinhos!

6:07 PM  
Blogger Sophiamar said...

Sempre a surpreender quem te lê. Agora são as motas. Querem lá ver que no próximo ano tenho a Leonor na concentração de motards de Faro ou de S. Brás de Alportel?
Era engraçado! Eu vou de vespa ver os motards.

Beijinhos

11:14 PM  
Blogger Mocho Falante said...

e qualquer dia vemos a nossa Leonoreta numa qualquer feira a actuar no poço da morte

lol

beijos

2:18 PM  

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