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Mínimo sou, mas quando ao Nada empresto a minha elementar realidade, o Nada é só o Resto. Reinaldo Ferreira

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Dizem que sou como o sol mas com nuvens como na Cornualha

Thursday, January 10, 2008

Jesse James

A primeira vez que ouvi falar de Jesse James teria mais ou menos uns vinte anos. Na procura de novidades musicais (em vinil) houve um que me chamou a atenção pela sua capa que me fazia lembrar um pôr do sol por causa das suas cores quentes, amarelo e vermelho. Quatro cabeças famosas da country music interpretavam a história de um dos mais famosos bandidos americanos.

Fui ver o filme “O assassino de Jesse James”. O momento dos dois disparos que se ouvem no disco que avisa o ouvinte da morte anunciada é prolongado para duas horas num jogo de prolepses e analepses que justificam as motivações do assassino, ele próprio tão bandido como o assassinado.

Gostei do filme pelo trabalho de prolongamento que se dá a um breve período de tempo, a um esmiuçar de pormenores de uma circunstãncia: como um encontrão que se dá na rua a meio de uma passadeira atravessada à pressa. O impacto foi tão rápido que os transeuntes não perceberam que já se conheciam de anos antes cuja amizade foi estragada porque a mãe de um deles não suportava que o amigo do filho se abancasse lá em casa à pala do jantar.

Lembro-me com saudade de uma cadeira de literatura em que a professora nos sugeria a descrição de um objecto à nossa escolha e falássemos dele durante cinco minutos. Perdulária a professora. Dava-nos também uma semana para pensarmos na lógica discurso.

Gostei do filme. Não pelo nome mais sonante do cartaz que nos chama às bilheteiras, Brad Pitt, mas por outra personagem que dá andamento à acção. Não liguei ao nome e tive pena. Poderia resolver o assunto agora numa pesquisa da net mas tenho preguiça. E fico por aqui.
Leonoreta

10 Comments:

Blogger Mocho Falante said...

ora cá tou eu e pelos vistos sou o primeiro. Desconhecia o filme e até a personagem,apesar de musica country não ser o meu forte quem sabe se não me convenceste a dar um pulinho ao cinema...

beijocas

12:05 AM  
Blogger Daniel Aladiah said...

Querida Leonor
Ainda não vi... não sei se verei... pois conheço a história... e é sempre o endeusar do herói americano, mesmo que seja bandido... todos gostamos, mas já cansa.
Um beijo
Daniel

12:30 AM  
Blogger lena said...

Leonor, minha amiga querida, hoje os meus comentários têm um pouco da lembrança do meu pai, foi com ele que conheci a história do norte-americano Jesse James, do velho oeste

não vi o filme, quem sabe se ainda não o irei ver

o meu pai tinha uma paixão enorme por tudo que fosse policial e histórias de cowboys, foi com ele que comecei a dar os meus passos na leitura e no cinema, desde muito nova

a curiosidade saltou e mesmo conhecendo a história, fiquei com o desejo de a ir ver em filme

beijinhos para ti e o meu abraço onde a ternura e o carinho moram

lena

1:00 PM  
Blogger augustoM said...

Quem matou Jesse James, por mais uns cobres, não quererá matar Jasse Bush? Ficaria mais célebre, posso garantir.
Um beijo. Augusto

2:03 PM  
Blogger th said...

Fui ver:

O Assassínio de Jesse James pelo Cobarde Robert Ford
Título original: The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford
De: Andrew Dominik
Com: Brad Pitt, Mary-Louise Parker, Brooklynn Proulx, Casey Affleck
Género: Dra, Wes
Classificacao: M/12
Vi há já muito tempo um filme sobre o mesmo tema, na época em que via tudo o que era western, este não irei ver.
qualquer assunto sobre cinema podes ver aqui:
http://cinecartaz.publico.clix.pt/filme.asp?id=189380.
Beijo, theo

12:52 PM  
Blogger batista said...

rebusco
na memória
o que de história há.
há de tudo um pouco
um pouco de tudo
em cada pedacinho do lembrar.
as histórias brincam no vento
assanhando o cabelo
até de quem cabelo perdeu memória.
me reconheço em tanta história
como as que contas sem fazer conta
do colar que trazes no peito, Leonor!
... já reparaste:
brincando no vento
as histórias se misturam
... histórias de tantas gentes
ora tristinhas, ora contentes
- até chegar num ponto
em que já não sabemos mais
onde começa ou termina –
o sopro do vento.

(numa manhã nublada, depois duma noite insone, eu canto... com olhos sonhadores e remelentos, rss!)

um abraço fraterno, Amiga.

10:47 AM  
Blogger Bloga Comigo said...

Queres blogar comigo? Eu quero blogar contigo.

Bjos

6:22 PM  
Anonymous arte por um canudo 2 said...

Também não vi e não sei se...Gosto quando se olha para um objecto e têm-se que falar dele durante cinco minutos.Boa semana leonor.Bjs

12:02 PM  
Blogger luis manuel said...

Suspender hostilidades, e registar a memória que teima ser selectiva e lembra quando quer, desobediente ao que queremos recordar.
Fazer tréguas.
Desviar o corpo da trajectória dos arremessos traiçoeiros.
Não deixar que os outros nos façam de Jesse, não James. Esse era o outro... bandido também.

Um abraço

11:40 PM  
Blogger APC said...

E ficas-te muito bem, com esse exacto jeito de fazer com que breves momentos sejam bem mais que isso! :-)

Um abraço!

6:08 PM  

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